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domingo, 8 de abril de 2018

William Turner


Joseph Mallord William Turner  nasceu em  Londres  a 23 de abril  de 1775  e faleceu em  Chelsea a  19 de dezembro de 1851 . Foi um artista, pintor romântico inglês, considerado por alguns, um dos precursores da modernidade na pintura, em função dos seus estudos sobre cor e luz.
Turner dedicou-se à pintura da paisagem com paixão, energia, força, interpretando seus temas de forma ética. Seus trabalhos transmitiam uma emoção extrema e foi considerado o ponto culminante da paisagem romântica. Turner foi extremamente precoce, brilhante e bem sucedido. Iniciou na arte aos 13 anos com seus desenhos e com 15 anos atingiu sua reputação. Era um homem solitário, sem amigos e quando pintava não permitia a presença de pessoas, mesmo que fossem outros artistas.Muitas das suas obras tem como tema o mar.

Como este ano andamos a trabalhar o mar, observamos pinturas deste artista e criamos a partir dessa inspiração as nossas obras sobre o MAR.







E cá estão as nossas criações, onde o mar com as ondas e o vento em dia de tempestade agitam os barcos.

Arte de rua



Visitamos o mural do artista  Francisco Camilo que se encontra por baixo do passadiço do Centro Comercial W Shopping em Santarém. Apreciamos esta obra tendo feito muitas descobertas ao nível das formas e das cores.
Mural de grandes dimensões de Francisco Camilo.

Francisco Camilo é um jovem scalabitano, de 27 anos de idade. Frequentou a escola secundária Ginestal Machado em Santarém e mais tarde a Universidade de Belas Artes em Lisboa, onde se licenciou em pintura. O seu talento já chegou a vários países da Europa, nomeadamente à Roménia, Irlanda e Inglaterra. O mural “Dream Walkers”, da sua autoria, trouxe novas cores e alegria ao centro da cidade de Santarém. Camilo deu vida a este projeto, que lhe foi proposto pela FITIJ - Associação Cultural do Festival Internacional de Teatro e Artes para Infância e Juventude e deu mais colorido ao muro que se encontra por baixo do passadiço do Centro Comercial W Shopping. O mural “Dream Walkers” começou a ser executado durante o mês de Outubro de 2017 e retrata uma paisagem futurista da cidade de Santarém, criando uma obra de arte surrealista.


Ficamos curiosos quando soubemos que também se podia fazer arte de rua com lixo. Por isso fomos conhecer o artista de rua Bordalo II e algumas das suas obras, através de pesquisas.


O artista de rua Artur Bordalo (assina como Bordalo II) nasceu em Lisboa em 1987. Sendo neto do pintor Bordalo, cresceu a ver o avô a representar Lisboa. Frequentou o curso de pintura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, tendo iniciado as suas atividades em 2012. Os seus primeiros graffitis e instalações eram feitos clandestinamente. Bordalo usa o lixo para criar grandes instalações de rua, que representam animais ou cenas urbanas. O lixo é proveniente de fábricas abandonadas. As peças em vários tipos de plástico e o lixo eletrónico são os materiais que mais gosta de usar nas suas composições. As peças grandes são soldadas a um suporte, as mais pequenas coladas, usando uma técnica mista.
Com as suas obras pretende chamar a atenção para as problemáticas do consumismo exagerado e dos desperdícios fruto do mesmo. São a tradução plástica da frase o lixo de um Homem é o tesouro de outro.
A sua arte é tridimensional, carregada de vida, de cor e movimento. As suas peças decoram hoje muitas cidades pelo País e pelo mundo.

O artista Bordalo II junto a uma das suas obras.  





   

 Ficamos muito inspirados e resolvemos fazer também uma obra com "lixo."



Cá está a nossa obra de arte. Foi feita com garrafas de plástico, embalagens diversas, plásticos, caricas e tintas de spray para terminar, como faz o Bordalo II.






quinta-feira, 29 de março de 2018

Sabor com arte em Santarém

2018 é o Ano Europeu do Património Cultural, sendo recomendado que se desenvolvam atividades que reforcem a ligação das pessoas e das comunidades com o seu património, as suas tradições e os seus saberes. 
Neste âmbito, o Departamento Pré Escolar do Agrupamento de Escolas de Sá da Bandeira propôs a todos os JI do concelho de Santarém a  participação na exposição "Sabor com arte em Santarém" levando as crianças à descoberta da gastronomia da região onde vivem e a conhecerem usos e costumes, tradições e formas de vida locais. Pretendia-se que o projeto envolvesse as várias dimensões educativas, sobretudo a expressão artística, na forma de representação tridimensional para expor no Convento de S.Francisco em Santarém.
O JI do Choupal participou com a receita da fataça na telha. A fataça é um peixe existente no rio Tejo. Na aldeia avieira das Caneiras os pescadores ainda a pescam para cozinhar pratos típicos, entre eles a fataça assada numa telha.

Pesquisamos a receita fizemos o registo.
Fizemos  fataças a partir de materiais recicláveis (garrafas de água, caricas. tampas, rolhas...

Decoramos telhas com pintura de peixes muito coloridos.
Os trabalhos foram expostos a toda a comunidade local.
Os trabalhos expostos integraram um peixe de grandes dimensões feito com materiais de desperdício.
 Quando percorremos a cidade surgem muitos pormenores que cativam o olhar e a curiosidade das crianças. A criação de um novo mural em Santarém, do artista de arte urbana, Francisco Camilo, foi um deles. Todas elas já se tinham cruzado com aquela grande parede intervencionada, mas poucas tinham parado para observar detalhadamente as figuras, as cores, a luz,as formas que o compunham. Depois do tempo de olhares, de interpretações e de construção de narrativas, com a curiosidade ao rubro, descobrem-se outros artistas, como por exemplo, Bordalo II, já no Jardim de Infância. Mas este artista não surge por acaso, ele cria com outros materiais diferentes. Utiliza o desperdício, os resíduos, o “lixo”. E assim surgiu este trabalho que encantou as crianças.
Os pais colaboraram também no projeto elaborando peixes com diversos materiais de desperdício.

  Fomos ver o Rio Tejo e conhecer a aldeia das Caneiras
Tanta água! O rio é mesmo grande...

Que giro, há salgueiros que nasceram dentro de água.

Cá estão as casas lacustres que protegem os habitantes e os seus bens das cheias do rio.

E aqui está um barco típico das Caneiras.