Este blog pretende ser uma partilha de saberes onde crianças, educadoras e alunas estagiárias poderão publicar atividades, experiências ou vivências interessantes. Porquê o nome brincar? Porque brincar é inato na criança. Quando brinca, aprende a relacionar-se, a tolerar e a compreender os outros, a vivenciar situações que lhe despertam diversas sensações e a levam a novas aprendizagens.
Conhecemos o
artista Richard Long que é um pintor, fotógrafo
e escultor inglês.
Richard Long é conhecido por
ser um artista da Land Art. Realizou trabalhos fora das galerias mas também
dentro delas. Juntava e agrupava
materiais encontrados na natureza em localidades
específicas e posteriormente
organizava-os em conjuntos geométricos
dentro das instituições artísticas. Entre as suas obras fez trabalhos com lama.
Tal como ele experimentamos criar a partir da lama e recriamos uma das suas obras
num painel coletivo.
Obras de Richard Long. Uma em plena natureza e as outras dentro da galeria.
Pintamos com as mãos utilizando lama imitando o artista e pintamos também com o pincel.
Gostamos de ver as suas obras com espirais e círculos e escolhemos uma em espiral por nos lembrar os caracóis, para recriarmos.
Em trabalho colaborativo com as alunas estagiárias surgiu a obra.
Observamos também outros trabalhos do artista e descobrimos num puzzle mais uma obra que nos inspirou. E era tão fácil recolhermos materiais no espaço exterior e tentar fazer também uma obra inspirada na Land art. Porque não as folhas do plátano?... E lá fomos dar início à obra...
Com tantas folhas no chão foi muito rápida a recolha.
E a obra foi realizada no espaço exterior em frente à sala de atividades.
E todos trabalharam com muito interesse.
Finalmente ficou concluída a obra para alegria de todos. UAU!!! Conseguimos!!! E agora, se soprar o vento? Não faz mal podemos voltar a fazer com outros materiais que não voem.
A arte e a natureza andam de mãos dadas no nosso jardim de infância. Desta vez descobrimos um quadro de Juan Miró intitulado "O jardim", que despertou a nossa curiosidade. Primeiro vimos um pequeno vídeo em que esta obra surge animada. Gostamos tanto que vimos uma vez mais!
De seguida conhecemos este artista, através de uma pequena nota biográfica. Recebemos um puzzle com o seu retrato e observamos a obra apresentada no vídeo.
Surgiu um desafio que tinha como ponto de partida um fragmento da obra "O jardim". Havia pedaços da obra em metades na horizontal, na vertical e na diagonal. Cada criança escolheu a que mais gostava. O desfio era tentar completar este fragmento.
Cada criança interpretou e completou a obra à sua maneira, surgindo mais ou menos figurativa de acordo com os grupos etários.
Conhecemos também algumas esculturas de Miró e recriámo-las de acordo com a criatividade de cada um.
E aconteceu mesmo...a floresta invadiu o ambiente educativo. Pequenas árvores, arbustos e outras plantas vivas foram colocadas temporariamente dentro da sala de atividades, assim como alguns ramos cortados( estes podem ficar todo o ano). As crianças adoraram e toda a gente que pode ver ficou encantada com esta floresta dos afetos. Este ambiente natural proporcionou novas brincadeiras e experiências. As crianças aprendem a cuidar e a preservar os recursos naturais.
Até o planeta terra tem uma decoração de acordo com a temática.
Olha... o que será que estão a descobrir?
Nesta floresta não falta o urso pardo. CHIU!!!... não o acordem porque está a hibernar.
Também não podiam faltar esquilos, ninhos e outros "bicharocos".
A natureza inspirou-nos e nós temos andado a criar a partir de recursos naturais.
Mobile com sementes de árvore pintadas.
Ramo de árvore seco pintado com padrão a 4 cores, onde se teceram coloridas tapeçarias.
Ramo de árvore seco colorido com padrão a duas cores, onde se penduraram bolas modeladas com barro.
Ramo seco de árvore revestido a lã de diversas cores.
Casca de árvore e folhas de plátano pintadas a preto e branco com a técnica do pontilhismo.
Ramo cortado com pássaro feito em ORIGAMI.
E claro, como o Natal se aproxima o Pai Natal não podia faltar, assim como as suas renas. A inspiração desta vez surgiu a partir de pinhas.
Estrelas feitas a partir de sementes de flores secas.
Continuamos a estudar os caracóis. Desta vez tentamos descobrir se preferem ambientes húmidos ou secos.
Fomos procurar um caracol vivo e colocámo-lo junto a um papel seco de um lado e molhado do outro. O caracol teria que escolher o caminho que mais lhe agradasse.
Em primeiro lugar fizemos a previsão do que iria acontecer. As dúvidas eram muitas. O grupo dividiu-se nas opiniões. O melhor era verificar. Que bonito que era este caracol. Tinha as antenas muito altas e elegantes. Podemos observar as bolinhas pretas dos olhos (já tínhamos feito esta descoberta no outro dia).
O caracol não teve dificuldade nenhuma em escolher o percurso. Dirigiu-se de imediato para a zona húmida. Registamos as conclusões num painel, onde assinalamos com uma cruz a opção do caracol .
De seguida aproveitamos cascas de caracóis para fazermos um exercício de matemática, onde organizamos grupos de caracóis por tamanhos. Fizemos contagem e representação através de espirais desenhadas.
O entusiasmo com os caracóis foi tão grande que a sala já tinha caracóis por todo o lado. Então resolvemos fazer um caracolário para podermos observar os caracóis e brincar com eles de vez em quando.
Fizemos o estudo do que deveríamos colocar dentro da caixa, para imitarmos o habitat dos caracóis. As crianças foram dando sugestões: terra, relva, folhas, paus, pedras, comida...
O caracolário estava quase pronto. Falta só decorar um pouco a caixa e dar-lhe um nome. Fez-se uma votação para as propostas surgidas e ficou a chamar-se: "Floresta do caracol põe os pauzinhos ao Sol" .